No dia 13/08/2010 fizemos mais um DOJO, dessa vez sobre Test Driven Development (TDD). Foi realizado na co.workingCG e tivemos a presença de 15 pessoas: eu, Saulo Arruda, João Bosco, Edilmar Alves, Gilliard Cordeiro, Dantiele, João Paulo Sossoloti, Zé Ricardo, Jean Carlos, Leonides Fernando(Bart), Flávio Ricardo, Otávio Martins, Marcos Beirigo, Vinícius, Kristopher Murata.
Eu e o Saulo fizemos inicialmente a apresentação do problema (escrever números por extenso) e das principais técnicas de TDD em um pomodoro, em seguida a galera se dividiu em pares e começou a criar os testes e implementação do problema sempre trocando o par a cada 5 minutos. A galera trabalhou em 3 pomodoros para a solução do problema e no intervalo de cada pomodoro a galera destruía os salgadinhos.
Recentemente participei do AgileBrazil 2010 em Porto Alegre, evento que reuniu a galera mais pirada e antenada de desenvolvimento de software do Brasil. A minha expectativa era enorme para ouvir, discutir e ver o que a galera estava utilizando de fato; isso tudo porque tomei vergonha na cara e realmente parei de “só falar” e entrei na “onda” com mais alguns doidos de realmente utilizar esse “negócio de ágil”.
O melhor desse evento sem dúvida nenhuma, foram as pessoas, e não as palestras que rolaram. Muito diferente dos eventos de Linguagem que já fui, a galera estava mesmo muito afim de conversar e trocar idéia sem aquelas famosas panelinhas de eventos de Java, é bacana ver pessoas interessadas sobre questões técnicas do dia-a-dia, e deixando aqueles assuntos toscos (“ahh eu uso XP”, “eu uso Scrum”, “agile é lindo e RUP é uma bosta”, “Java é passado”, …) pra lá.
A galera da Bluesoft vez esse resumo em vídeo sobre o evento.
Houve um espaço democrático no evento chamado “Open Space” onde qualquer um poderia marcar na programação sobre o que estava afim de debater, no tal horário marcado a galera se reunia; Nós (@adrianobacha, @sauloarruda e eu) marcamos um, mas pelo visto ninguém ficou muito afim e resolvemos ir jogar um pouco de PS3
Open space de Imersão Ágil
O workshop “Reconheça! Você não sabe modelar! Iniciando Projetos Ágeis” do Rodrigo Yoshima e Phillip Calçado foi muito legal, basicamente partiu-se da idéia prática de 3 elementos fundamentais para modelar: modelo de domínio, navegação entre telas e protótipo de tela; evidentemente que sem o uso de ferramenta, importando-se assim muito mais com o entendimento do problema por parte do cliente e desenvolvedores. Em grupo demos início a um projeto de troca de figurinhas da copa (tô manjando disso).
Os palestrantes internacionais também detonaram, foi a primeira fez do Martin Fowler aqui no Brasil e ele falou ao melhor estilo britânico sobre a essência do ágil, débito técnico; integração e entrega contínua (nós não tiramos nenhuma foto com ele, pois ele não é muito fã disso); David Husman (0 cara) falou de “Produtos e Pessoas sobre Processo e Dogma”, o cara é muito engraçado e pra mim foi uma das melhores palestras do evento.
Apresentação do Martin Fowler
O último Keynote, foi com o Klaus (pioneiro na implantação de práticas ágeis no Brasil). Com muito humor e sacadas genias veio para quebrar tudo, aquela idéiazinha chata de falar “mais do mesmo”, sabem né? Então… o cara é doido varrido, o tema era “Learning and Coolness – Beyond XP” e como ele mesmo disse “como alguma coisa pode ser além daquilo que já é extremo?”; a apresentação foi feita no notepad, ele simplesmente “jogou fora” os cinco valores do XP e incluiu Learning e Coolness, traduzido como aprendizado e “ducaralhisse”; além disso falou muito sobre o lance da entrega contínua e direto em produção.
Já estou aguardando o próximo AgileBrazil, porque com certeza eu irei.